Já É! Já É! Author
Title: Jovens mártires da fé
Author: Já É!
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Nosso lugar é no céu e temos 40 jovens, mártires, intercedendo por nós para que possamos ir para lá

Nosso lugar é no céu e temos 40 jovens, mártires, intercedendo por nós para que possamos ir para lá



Nós hoje celebramos, com grande alegria, o martírio de quarenta jovens que morreram para trazer a fé ao nosso país. Cada um desses mártires tem uma história e são jovens como você. No site https://padrepauloricardo.org/ você pode se aprofundar mais sobre a vida de cada um deles.

Esses trinta e nove eram, na sua grande maioria, seminaristas. O mais novo tinha 14 anos de idade. Três ou quatro deles tinham 16 para 17 anos, alguns tinham 25 anos e outros, mais maduros, tinham 30 anos de idade. O quadragésimo era Inácio de Azevedo, o mais velho deles, mesmo assim ele era jovem.

Se hoje nós cremos em Deus, devemos muito disso a esses mártires. Inácio de Azevedo nasceu na cidade do Porto, norte de Portugal, ele era um jovem rico. Mas, diferentemente do jovem rico do Evangelho, ele deixou tudo para ser jesuíta. O seu amor pelas missões fez com que ele viesse para o Brasil. Aqui ele conheceu José de Anchieta e também padre Manoel da Nóbrega.

Naquela época, o rei da França ordenou aos protestantes franceses, chamados huguenotes, que se organizassem para invadir as terras que estavam sendo colonizadas pelos espanhóis e portugueses. No Rio de Janeiro, os portugueses lutaram contra esses invasores e saíram vitoriosos da batalha graças à intervenção milagrosa de Deus por intermédio da intercessão de São Sebastião.

Inácio de Azevedo esteve em terras brasileiras durante alguns anos e viu que a população brasileira precisava conhecer o Cristianismo. Naquela época, o Papa São Pio V deu permissão, pela primeira vez, a São Francisco Borja que fizesse cópia da imagem de Nossa Senhora, a imagem que peregrinou pelo nosso país em preparação para a Jornada Mundial da Juventude no Rio em 2013. Essa imagem foi apresentada à rainha de Portugal e, das quatro cópias confeccionadas, uma foi trazida ao Brasil.

Na época, foram enviados setenta e dois jesuítas ao Brasil para catequizar nosso país, esse número é lindo por lembrar os setenta e dois discípulos que Jesus reuniu para evangelizar Seu povo.

Se você está em estado de graça, se se confessou e está na amizade com Deus, você tem agora os sete dons do Espírito Santo. E você pode se perguntar: “Então, padre Paulo, por que eu não vejo a diferença?” É porque esses sete dons são como uma antena parabólica. Se você tem em casa uma televisão de plasma, que tem uma imagem linda, e uma parabólica que precisa estar sintonizada no satélite, se ela não estiver sintonizada nele não vai adiantar nada o televisor de plasma. Da mesma forma, você precisa estar sintonizado em Deus para vê-los [dons]. Você tem os dons, mas não os vê porque não está sintonizado no Senhor.

Os mártires são capazes de dar um amor a Deus que é sobre-humano, está acima de nossas forças humanas. Essa é uma característica dos dons do Espírito Santo. Os sete dons do Espírito Santo – dados a nós no batismo e derramados em plenitude na Crisma – são concedidos por Deus para que possamos agir divinamente. Eles são aquela força de Deus que estão à nossa disposição e nos tornam capazes de agir e de realizar obras divinas. Se não somos capazes de realizar obras divinas é porque não estamos sintonizados em Deus.

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“E quanto a nós? Também defendemos a fé? Nós pagamos o preço por acreditar em Jesus?”, diz padre Paulo Ricardo. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Quando Santo Inácio deixou tudo, ele começou a realizar virtudes heróicas e, a partir disso, a “parabólica” começou a entrar em sintonia com o “satélite” do Espírito Santo. No momento em que os quarenta mártires estavam sendo martirizados, a mais de 2.500 km de distância, Santa Teresa D’Ávila viu o martírio. Deus deu a ela essa graça, pois um dos jovens martirizados era seu sobrinho e Santa Teresa tinha um amor muito grande pelos missionários.

O Brasil começou a venerar esses mártires antes mesmo de estes serem beatificados. São José de Anchieta foi um dos maiores devotos dos quarenta mártires. Eles regaram com seu sangue as primeiras sementes do Evangelho que foram plantadas em nosso país. Imaginemos São José de Anchieta rezando e pedindo a intercessão desses mártires por saber que tinha poderosos intercessores junto a Deus. Quando você for evangelizar, peça a intercessão dos mártires. É belo saber que o sangue deles não foi derramado em vão!

E quanto a nós? Também defendemos a fé? Nós pagamos o preço por acreditar em Jesus? Nós estamos neste mundo de passagem, aqui não temos onde reclinar a cabeça, mas, no céu, nosso Pai nos espera com a “cama forrada”. Ele nos espera para nos dar a felicidade eterna. E que tristeza quando queremos escorar nossa cabeça nesta terra e nos esquecemos de Deus! Nosso lugar é no céu e temos 40 jovens intercedendo por nós para que possamos ir para lá.

Que você diga: “A minha esperança é o céu! Eu quero ir para o céu”. Essa é a nossa fé. Para agirmos assim, precisaremos da ajuda do Espírito Santo de Deus. Peçamos ao Senhor que os dons do Espírito Santo comecem a brotar em nós para que sejamos santos. Você foi feito para voar, pare de ficar se arrastando como uma serpente! Você foi feito para amar, deixe de ser egoísta!

Peça a graça de amar a Deus a ponto de suportar as maiores cruzes. Como Inácio de Azevedo, agarremo-nos a Nossa Senhora para que permaneçamos firmes em nossa fé e para que, um dia, possamos celebrar uma belíssima liturgia no céu.

Homília 17 de Julho 2015 - Acampamento PHN Canção Nova

Fonte: Canção Nova



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