São João Paulo II foi um dos papas mais amados da história. Teve o
terceiro mais longevo papado da história e evangelizou o mundo por meio
de suas inúmeras viagens. Seu papel no fim do comunismo soviético, seu
perdão ao homem que atentou contra sua vida, a liderança do diálogo
ecumênico e inter-religioso, o início da Jornada Mundial da Juventude, a
celebração do Jubileu do Ano 2000 e sua luta contra a doença de
Parkinson foram apenas algumas das maneiras pelas quais ele testemunhou a
fé. Rezemos com fé a Novena a São João Paulo II.
Período tradicional: 13 a 21 de outubro.Solenidade: 22 de outubro.
'O AMOR EXPLICA TUDO ' São Jõao Paulo ll
1º dia da novena a São João Paulo II: o Amor
Tenha a coragem de viver por amor (…) A grandeza de uma pessoa não
está em suas posses, mas em quem é, não naquilo que possui, mas no que
compartilha com os outros.
(…) Esta mensagem sobre a pureza do coração torna-se hoje muito
atual. A civilização da morte quer destruir a pureza do coração. Um dos
seus métodos de agir é pôr intencionalmente em dúvida o valor da atitude
do homem, que definimos como virtude da castidade. É um fenômeno
particularmente perigoso quando o objetivo do ataque são as consciências
sensíveis das crianças e dos jovens.
Uma civilização que, agindo desta forma, fere ou até aniquila uma
relação correta entre os homens, é uma civilização da morte, porque o
homem não pode viver sem o verdadeiro amor (…). Anunciai ao mundo a “Boa
Nova” da pureza do coração e, com o exemplo da vossa vida, transmiti a
mensagem da civilização do amor. Conheço a vossa sensibilidade à verdade
e à beleza.
Hoje, a civilização da morte propõe-vos, entre outras coisas, o
chamado “amor livre”. Neste gênero de deformação do amor chega-se à
profanação dum dos valores mais queridos e sagrados, porque a
libertinagem não é amor nem liberdade.
Não tenhais medo de viver contra as opiniões da moda e as propostas
em contraste com a lei de Deus. A coragem da fé tem um preço muito
elevado, mas vós não podeis perder o amor!
Não permitais que alguém vos torne escravos! Não vos deixeis seduzir
pelas ilusões da felicidade, pelas quais deveríeis pagar um preço
demasiado elevado, o preço de feridas por vezes incuráveis ou até duma
vida despedaçada!
Oremos: Deus, nosso Pai, a fim de voltarmos para
vós, devemos encontrar vossa misericórdia, vosso paciente amor que em
Vós não conhece limites. Infinita é a vossa prontidão em perdoar os
nossos pecados assim como inefável é o sacrifício de vosso Filho. Com
confiança pedimos, pela intercessão de São João Paulo II, que nos
concedais esta graça (fazer pedido) por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Ladainha
Senhor, tende piedade de nós.Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós.Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos. Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós . Deus Filho, Redentor do mundo, tende… Deus Espírito Santo, tende… Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende…
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São João Paulo II, rogai por nós! Perfeito discípulo de Cristo, Generosamente dotado com os dons do Espírito Santo, Grande apóstolo da Divina Misericórdia, Fiel filho de Maria, Totalmente dedicado à Mãe de Deus, Perseverante pregador do Evangelho, Papa peregrino, Papa do milênio, Modelo de diligência, Modelo dos sacerdotes, Que extraístes forças da Eucaristia, Homem incansável da oração, Amante do Rosário, Força dos que duvidam de sua fé, Que desejastes unir todos aqueles que creem em Cristo, Conversor dos pecadores, Defensor da dignidade de toda pessoa, Defensor da vida desde a concepção até à morte natural, Que rogastes pelo dom da paternidade para o infértil, Amigo das crianças, Líder da juventude, Intercessor das famílias, Consolador dos sofredores, Que valorosamente suportastes vossa dor, Semeador de divina alegria, Grande intercessor pela paz, Orgulho da nação polonesa, Brilho da Santa Igreja, Para que possamos ser fiéis imitadores de Cristo, Para que possamos ser fortes com o poder do Espírito Santo, Para que possamos ter confiança na Mãe de Deus, Para que possamos crescer em nossa fé, esperança e caridade Para que possamos viver em paz em nossas famílias, Para que possamos saber perdoar, Para que possamos saber suportar o sofrimento, Para que não sucumbamos à cultura da morte, Para que não tenhamos medo e corajosamente combatamos as várias tentações, Para que intercedais e nos obtenhais a graça de uma morte feliz, rogai por nós!
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
℣. Rogai por nós, São João Paulo II,℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
2º dia da novena a São João Paulo II: a Verdade
Ninguém pode ditar a outro a sua própria “verdade”. A verdade vence
por seu próprio poder. Impor seus próprios pontos de vista torna as
relações interpessoais piores, dando origem a disputas e tensões. Assim,
uma das condições para manter a paz no mundo é respeitar a liberdade de
consciência dos outros, mesmo que eles pensem de maneira muito
diferente de nós.
A verdade é a luz da inteligência humana. Se desde a juventude a
mente humana procura conhecer a realidade nas suas várias dimensões, faz
isto a fim de possuir a verdade, para viver a verdade. Tal é a
estrutura do espírito humano.
A fome de verdade é a sua aspiração e expressão fundamental. Cristo diz: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Das palavras do Evangelho, estas certamente estão entre as mais
importantes. Elas se referem, na verdade, ao homem todo. Explicam a base
sobre a qual são construídas a partir de dentro, na dimensão do
espírito humano, a dignidade e a grandeza próprias do homem.
O conhecimento que liberta o homem não depende apenas da instrução,
mesmo que seja na faculdade; também o pode possuir um analfabeto; mas
esta instrução, como conhecimento sistemático da realidade, deve servir a
essa dignidade e grandeza. Portanto, deveria servir à verdade (…).
Neste campo as palavras de Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade
vos libertará” vêm a ser um programa essencial.
Os jovens, se podemos dizer assim, têm um “senso de verdade”
congênito. E a verdade deve servir para a liberdade: os jovens também
têm um espontâneo “desejo de liberdade”. O que significa ser livre?
Significa saber usar a nossa liberdade na verdade, ser “verdadeiramente”
livre.
Ser verdadeiramente livre não significa de forma alguma fazer tudo
aquilo que me agrada ou que eu queria fazer. A liberdade traz consigo o
critério da verdade, a disciplina da verdade. Ser verdadeiramente livre
significa usar a própria liberdade para aquilo que é verdadeiramente bom
(…) para ser um homem de reta consciência, ser responsável, ser um
homem “para os outros”.
Carta Apostólica do Papa São João Paulo II aos jovens do mundo, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, 1985.
Oremos: Deus, nosso Pai, diante da Igreja do
terceiro milênio se abre um vasto oceano de credos de nosso mundo
contemporâneo. Crendo em Vós, colocando a minha esperança em Cristo,
desejo imitá-Lo e experimentar o milagre de uma pesca abundante. Vinde
em auxílio de todos os cristãos da nossa geração para nos lançarmos nas
profundezas da verdade, do bem e da beleza. Fazei do nosso Santo Padre
João Paulo II o patrono da nova evangelização, e por sua intercessão
concedei-nos esta graça (fazer pedido) Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha .
3º dia da novena a São João Paulo II: a pessoa
Nesta terra, sejam portadores da fé e da esperança cristãs, vivendo
em amor todos os dias. Sejam fiéis testemunhas de Cristo Ressuscitado,
nunca cedendo aos obstáculos que se acumulam sobre os caminhos de sua
vida. Eu conto com vocês, em seu entusiasmo juvenil e dedicação a
Cristo.
O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser
incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for
revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta
e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente. E
por isto precisamente o Cristo Redentor (…) revela plenamente o homem ao
próprio homem. Esta é – se assim é lícito exprimir-se – a dimensão
humana do mistério da Redenção (…).
“Deus, de fato, amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu filho
unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida
eterna”
(…). E por meio do Filho-Verbo, que se fez homem, (…) Deus entrou na
história da humanidade (…) um dos milhares de milhões e, ao mesmo tempo,
Único!
Para Ele queremos olhar, porque só nele, Filho de Deus, está a salvação, renovando a afirmação de Pedro: “Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna” .
(…). Através de todos os campos de atividade onde a Igreja se afirma
presente, se encontra e se consolida, devemos tender constantemente para
Aquele “que é a Cabeça”, para “aquele, para quem e por quem são todas as coisas [criadas]” .
(…) A Igreja não cessa de ouvir as suas palavras, continuamente as
relê e reconstrói com a máxima devoção todos os pormenores da sua vida
(…). A Igreja vive o seu mistério e nele vai haurir sem jamais se
cansar, e busca continuamente as vias para tornar este mistério do seu
Mestre e Senhor próximo do gênero humano: dos povos, das nações, das
gerações que se sucedem e de cada um dos homens em particular (…).
Nesta dimensão, o homem reencontra a grandeza, a dignidade e o valor
próprios da sua humanidade. No mistério da Redenção o homem é novamente
“reproduzido” e, de algum modo, é novamente criado. Ele é novamente
criado! (…) O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente
(…) deve (…) aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar
nele com tudo o que é em si mesmo, deve “apropriar-se” e assimilar toda a
realidade da Encarnação e da Redenção, para se encontrar a si mesmo.
Se no homem houver este processo profundo, então ele produz frutos,
não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha
perante si próprio. Que grande valor deve ter o homem aos olhos do
Criador, se “mereceu ter um tal e tão grande Redentor”, se “Deus deu o
seu Filho”, para que ele, o homem, “não pereça, mas tenha a vida
eterna”.
Oremos: Deus, nosso Pai, Vós sois amor e nos amastes
primeiro. Vosso Filho se tornou homem para a nossa salvação, e
revelando a seus irmãos e irmãs a verdade sobre o amor, permitiu-lhes
compreender a si mesmos e descobrir o sentido de sua própria existência.
Nós vos pedimos que, por São João Paulo II, defensor incansável da
dignidade humana, bom pastor em busca de almas perdidas na confusão da
vida e mergulhadas no desespero, que nos concedais esta graça (fazer pedido) Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha .
4º dia da novena a São João Paulo II: a família
No 4° dia da Novena a São João Paulo II, pedimos pelas famílias.
Uma família que tira a sua força de Deus torna-se a força do homem e de uma nação inteira.
Dentre essas numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a
família: uma via comum, mesmo se permanece particular, única e
irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da qual o ser humano
não pode separar-se. Com efeito, normalmente ele vem ao mundo no seio
de uma família, podendo-se dizer que a ela deve o próprio fato de
existir como homem.
Quando falta a família logo à chegada da pessoa ao mundo, acaba por
criar-se uma inquietante e dolorosa carência que pesará depois sobre
toda a vida. A Igreja une-se com afetuosa solicitude a quantos vivem
tais situações, porque está bem ciente do papel fundamental que a
família é chamada a desempenhar (…).
A família tem a sua origem naquele mesmo amor com que o Criador
abraça o mundo criado, como se afirma já “ao princípio”, no Livro do
Gênesis. Uma suprema confirmação disso mesmo, no-la oferece Jesus no Evangelho: “Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito”.
O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, “Deus de Deus, Luz da Luz”,
entrou na história dos homens através da família: “Pela sua encarnação,
Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com
mãos humanas, (…) amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria,
tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no
pecado”.
Se é certo que Cristo “revela plenamente o homem a si mesmo” ,
fá-lo a começar da família onde Ele escolheu nascer e crescer. Sabe-se
que o Redentor passou grande parte da sua vida no recanto escondido de
Nazaré, “submisso”
como “filho do homem” a Maria, sua Mãe, e a José, o carpinteiro. Esta
sua “obediência” filial não é já a primeira manifestação daquela
obediência ao Pai “até à morte” (Fl 2,8), por meio da qual redimiu o
mundo?
Oremos: Deus, nosso Pai, vosso eterno plano de
salvação atingiu a sua plenitude quando o vosso Amado Filho veio ao
mundo através da Sagrada Família, santificando por Seu nascimento toda
família humana. Confiamos a Vós nossas famílias e todas as famílias em
todo o mundo. Que a oração seja uma parte de suas vidas, o amor puro, o
respeito à vida, e uma saudável preocupação pela juventude. Pedimo-vos
humildemente, por intercessão do Santo Papa João Paulo II, o defensor
incansável dos direitos de uma família, que possamos ser fortalecidos
pela graça (fazer pedido) Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha .
5º dia da novena a São João Paulo II: a juventude
Você deve fazer exigências a partir de si mesmo, mesmo que os outros
não exijam de você. Só fazendo exigências de si mesmo – ao contrário do
consenso universal que diz: “Tome o caminho mais fácil” – você pode
perceber outros desafios do Papa: escolher “ser mais” em vez de “ter
mais”. O “ser mais” de um jovem hoje é a coragem de permanecer cheio de
iniciativa – você não pode renunciar a isto, o futuro de todos depende
disto – fiel a um testemunho dinâmico de fé e esperança.
Jovens amigos (…). Sede benditos! Sim, sede benditos junto com Maria,
que acreditou no cumprimento das palavras que lhe disse o Senhor. Sim,
Sede benditos! Que o sinal da mulher vestida de sol caminhe convosco,
com cada uma e cada um, ao longo de todos os caminhos da vida. Que vos
conduza ao cumprimento, em Deus, de vossa adoção filial em Cristo.
Verdadeiramente, o Senhor realizou maravilhas em vós!
Destas “maravilhas”, queridos jovens, deveis ser sempre testemunhas
coerentes e valorosas em vosso ambiente, entre vossos coetâneos, em
todas as circunstâncias de vossa vida. Está ao vosso lado Maria, a
Virgem dócil a todos os sopros do Espírito, a que com seu “sim” generoso
ao projeto de Deus abriu ao mundo a perspectiva, longamente ansiada, da
salvação. Olhando para ela, humilde serva do Senhor, hoje elevada à
glória do céu, vos digo com São Paulo: “Deixai-vos conduzir pelo
Espírito”!
Deixai que o Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e fortaleza, de conhecimento, piedade e temor do Senhor
penetre em vossos corações e vossas vidas e, por meio de vós,
transforme a face da Terra (…) Revesti-vos da força que brota dele,
convertei-vos em construtores de um mundo novo: um mundo diferente,
fundado na verdade, na justiça, na solidariedade e no amor. Queridos
amigos (…). Recebei o Espírito Santo e sede fortes!
Oremos: Deus, nosso Pai, desde nossa juventude nos
chamastes para vos seguir. Em vosso Filho, a juventude tem um Mestre,
que ensina como formar uma nova pessoa em nós – com paciência e
persistência – para descobrir a própria vocação, para efetivamente
construir uma cultura de amor. Pedimos a Vós por nossa juventude, para
que não se deixe escravizar por desejos cegos e decepções amorosas. Que
São João Paulo II, que procurou o jovem e reciprocamente os amou, seja
para eles um modelo e patrono, e por sua intercessão vos pedimos esta
graça (fazer pedido) Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha
.
6º dia da novena a São João Paulo II: o pecado
O maior sofrimento da humanidade e de cada indivíduo é o pecado. Não
há maior dor que se possa infligir a uma alma do que mergulhá-la em
estado de pecado mortal.
O pecado não termina nos limites da consciência humana, não se
encerra nela. Por definição intrínseca, implica uma referência: a
referência a Deus. Todavia, esta referência é salvífica! Significa que
eu – homem – não fico só com minha culpa. E Deus, que de certo modo é
testemunha “ocular” de meu pecado (ocular embora invisível), está
próximo de mim não somente para julgar. Certamente me julga! Julga-me
com o mesmo juízo interior de minha consciência (se esta não se tornou
surda ou deformada).
No entanto, o próprio juízo já é salvífico. Mediante o fato de chamar
o mal por seu verdadeiro nome, de certo modo rompo com ele, mantenho-o a
certa distância de mim, ainda quando ao mesmo tempo sei que este mal, o
pecado, não deixa de ser meu pecado.
Mas mesmo quando meu pecado é contra Deus, Deus não está contra mim.
No momento da tensão interior da consciência humana, Deus não proclama
sua sentença. Não condena. Deus espera que eu me volte para Ele como à
justiça amorosa, como ao Pai, da forma que mostra a parábola do filho
pródigo. Para que lhe “revele” o pecado. E me confie a Ele. Deste modo,
do exame de consciência passamos ao que constitui a própria substância
da conversão e da reconciliação com Deus.
João Paulo II, Angelus, em Roma, 23 de fevereiro de 1986.
Oremos: Deus, nosso Pai, o pecado é um aguilhão que
causa dor e mata a graça santificante. O sofrimento em vosso conceito de
salvação é o caminho que conduz a Vós. O vosso Filho, por meio de sua
Paixão de vontade livre e morte na Cruz, tomou sobre si todo o mal do
pecado, e deu ao sofrimento um significado totalmente novo,
introduzindo-o na ordem do amor. Em nome desse amor, que foi capaz de
assumir sofrimentos sem culpa, nós vos pedimos por intercessão de São
João Paulo II, que ao servir o povo de Deus foi marcado com os estigmas
do martírio, esta graça especial (fazer pedido) . Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha
7º dia da novena a São João Paulo II: a misericórdia
Hoje, quando o egoísmo, a indiferença e a insensibilidade dos
corações estão se espalhando de forma assustadora, o quão intensamente
precisamos de uma renovação da sensibilidade a uma pessoa, à sua pobreza
e sofrimentos! O mundo clama por misericórdia. Nada é mais necessário
para o homem do que a misericórdia de Deus, esse amor gentil, simpático,
elevando o homem acima de suas fraquezas em direção às alturas eternas
da santidade de Deus.
O homem – cada um dos homens – é este filho pródigo: fascinado pela
tentação de se separar do Pai para viver de modo independente a própria
existência; caído na tentação; desiludido do nada que, como miragem, o
tinha deslumbrado.
Sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um
mundo só para si; atormentado, mesmo no mais profundo da própria
miséria, pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai. Como o pai da
parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, abraça-o à sua
chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com que se
festeja a reconciliação.
Oremos: “Jesus, eu confio em Vós”. Esta oração,
querida por muitos devotos da Divina Misericórdia, expressa
adequadamente a postura que também desejamos assumir ao nos confiarmos
ao vosso abraço, Senhor, nosso único Salvador. Quão intensamente
desejais ser amado! Quem quer que acenda em si os sentimentos de vosso
coração aprende a ser um construtor da nova cultura do amor.
Um simples ato de confiança é suficiente para penetrar a cortina de
melancolia e tristeza, dúvida e desespero. Os raios de vossa divina
misericórdia restaura de maneira especial a esperança daqueles que se
sentem oprimidos pelo peso do pecado (fazer pedido).
Maria, Mãe de Misericórdia, concedei que a esperança que colocamos em
vosso Filho, nosso Redentor, permaneça sempre viva. E vós, Santa
Faustina, ajudai-nos também quando repetirmos convosco, olhando
corajosamente para a face do divino Redentor, as palavras: “Jesus, eu
confio em Vós. Hoje e para sempre”. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha
8º dia da novena a São João Paulo II: Virgem Maria
No 8° dia da novena a São João Paulo II, lembramos da sua devoção à Virgem.
Em meio a este mistério, em meio a essa confiança na fé, destaca
Maria: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a tua palavra”.
Hoje vim junto de ti, Nossa Senhora de Jasna Góra, para me despedir
mais uma vez e para te pedir a bênção para a minha viagem (…) Mãe da
Igreja! Mais uma vez me consagro a ti “na tua materna escravidão de
amor”: Totus Tuus! Sou todo teu! Consagro-te toda a Igreja – em
toda a parte até aos extremos confins da Terra! Oh, consagro-te a
humanidade! Eu te consagro todos os homens, meus irmãos.
Todos os povos e nações. Consagro-te a Europa e todos os continentes.
Consagro-te Roma e a Polônia juntas, através do teu servo, por um novo
vínculo de amor. Mãe, aceita! Oh Mãe, não nos abandones! Querida Mãe,
guia-nos tu! Perdoa, pois, Mãe da Igreja e Rainha da Polônia, que todos
nós te agradeçamos só com o silêncio dos nossos corações, que te
cantemos, com este silêncio, o nosso “prefácio” de despedida!
Oremos: Deus, nosso Pai, Maria, Mãe de vosso Filho, escutai a nossa prece e petição: “Advogada
nossa, estes vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste
desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó
piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!” . Damos graças pelo Santo
Papa João Paulo II, totalmente dedicado a Maria, com fidelidade e até o
final cumprindo a missão que lhe foi dada pelo Ressuscitado; aceitai os
frutos de sua vida e serviço, concedendo-nos por sua intercessão esta graça (fazer pedido) Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha .
9º dia da novena a São João Paulo II: a Eucaristia
A Eucaristia é o maior dom e milagre, pois o mistério da morte e
ressurreição de Cristo, a redenção da humanidade, se faz presente nela.
humanidade, se faz presente nela. A Igreja vive da Eucaristia. Esta
verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em
síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela
experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta
promessa: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” ;
mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no Corpo e
no Sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par.
A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom,
embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência,
porque é dom dele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também
da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois
“tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens,
participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em
todos se torna presente”.
É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me
convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste
Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia
Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um
amor levado até “ao extremo”, um amor sem medida.
Oremos: Deus, nosso Pai: vosso Filho nos amou até o
fim e permaneceu conosco na Eucaristia. Que o Amém que dizemos na
presença do Corpo e Sangue de Nosso Senhor nos disponha a um serviço
humilde aos irmãos que têm fome de amor. Que sejais louvado no brilhante
exemplo desse amor, como demonstrado pelo Papa São João Paulo II. Como a
comunhão com a Igreja dos redimidos no Céu é expressa e fortalecida na
Eucaristia, concedei-nos por sua intercessão esta graça (fazer pedido) . Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Pai Nosso, Ave Maria, Glória e Ladainha
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica