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Title: São Luís Maria Grignion de Montfort - Santo dia - 28/04
Author: Já É!
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São Luís Maria Grignion de Montfort Um dos missionários da devoção mariana mais conhecidos, incansável pregador da sagrada escravidã...

São Luís Maria Grignion de Montfort

Um dos missionários da devoção mariana mais conhecidos, incansável pregador da sagrada escravidão de amor a Maria Santíssima, apóstolo da Contra-Revolução
 Como  escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.

Raízes familiares e juventude

Luís Maria Grignion nasceu em 31 de janeiro de 1673, em Montfort-sur-Meu, região da Bretanha, França. Era o segundo de dezoito filhos de João Batista Grignion e Joana Robert, casal de fé sólida e vida simples. Desde menino demonstrou espírito recolhido, amor à oração e profunda devoção à Virgem Maria. Sua infância, marcada por pobreza e generosidade, foi uma preparação silenciosa para o grande missionário que se tornaria. O jovem Luís estudou com os jesuítas e os sulpicianos, revelando inteligência viva e coração ardente pela santidade.

Formação e chamado sacerdotal

Sentindo-se chamado ao sacerdócio, foi enviado ao seminário de Saint-Sulpice, em Paris, onde amadureceu na vida espiritual e teológica. Durante esse período, enfrentou muitas privações - chegou a viver dias inteiros sem alimento -, mas sua confiança em Deus jamais vacilou. Foi ordenado sacerdote em 5 de junho de 1700. Desde os primeiros dias de ministério, manifestou carisma singular: unir doutrina profunda e ternura pastoral. Era sacerdote de palavra inspirada, de fé firme e de amor total à Mãe de Deus.

Apostolado e missão popular

Movido pelo zelo missionário, percorreu a França pregando missões populares em vilas e campos, especialmente entre os mais pobres e esquecidos. Seu ideal era "renovar o espírito do cristianismo através de Maria". Fundou a Companhia de Maria (os Monfortinos), dedicada à evangelização popular, e mais tarde a Congregação das Filhas da Sabedoria, junto com a bem-aventurada Maria Luísa Trichet, para o cuidado dos enfermos e educação dos necessitados. Seu estilo simples e ardente atraía multidões e transformava corações endurecidos.

Devoção mariana e ensinamento espiritual

São Luís Maria de Montfort é considerado um dos maiores teólogos e apóstolos da Virgem Maria. Seu ensinamento central está na consagração total a Jesus por meio de Maria, explicada magistralmente em sua obra-prima "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem". Ele ensinava que Maria é o caminho mais curto, seguro e perfeito para chegar a Cristo, e que o amor a Ela não diminui, mas intensifica o amor a Deus. Pregava com vigor, denunciando o pecado e convidando à conversão, mas sempre com doçura e esperança.

Virtudes e vida interior

O coração de São Luís ardia de amor por Jesus Crucificado e pela Mãe Santíssima. Vivia em constante oração, penitência e simplicidade. Tinha temperamento firme, mas profundamente compassivo. Sua obediência à Igreja era total, mesmo quando incompreendido e rejeitado por alguns eclesiásticos. A cruz, para ele, era escola de sabedoria e selo do amor verdadeiro. Amava repetir: "Deus quer estabelecer o reino de Jesus por meio de Maria."

Últimos anos e entrega a Deus

Exausto por tantos trabalhos e enfermidades, continuou pregando até o fim. Durante uma missão em Saint-Laurent-sur-Sèvre, adoeceu gravemente. Mesmo debilitado, insistiu em celebrar a Eucaristia e em pregar sobre o amor de Deus. Morreu santamente em 28 de abril de 1716, aos quarenta e três anos, com as palavras: "Combati o bom combate; agora vou a Jesus e a Maria." Seu túmulo tornou-se lugar de peregrinação e fonte de inúmeras graças.

Beatificação e canonização

O Papa Leão XIII beatificou-o em 1888, e Pio XII o canonizou em 20 de julho de 1947, proclamando-o "missionário da Santíssima Virgem e mestre da verdadeira devoção mariana". Sua espiritualidade influenciou profundamente santos e papas, entre eles São João Paulo II, que escolheu como lema pontifício as palavras de Montfort: "Totus Tuus" - totalmente teu, Maria.

Síntese espiritual e legado

São Luís Maria de Montfort foi místico e missionário, teólogo e poeta, homem de ação e contemplação. Sua vida é um hino à entrega total a Cristo por meio de Maria. Viu na consagração mariana o caminho para renovar a Igreja e transformar o mundo pela graça. Seu legado permanece vivo nas congregações montfortinas e em todos os que vivem sua espiritualidade de confiança e abandono filial.

Iconografia e simbolismo

Nas representações, São Luís aparece com batina simples, segurando o rosário e um crucifixo, com Maria e Jesus ao fundo. Seu rosto expressa ardor e serenidade - traços do homem inteiramente entregue à missão divina.

Devoção e intercessão

A devoção a São Luís Maria de Montfort espalhou-se por todo o mundo. Ele é invocado como patrono dos pregadores, missionários, consagrados e devotos de Nossa Senhora. Seu exemplo recorda que a santidade nasce da entrega total e do amor concreto, vivido no serviço, na pregação e na oração.

Oração a São Luís Maria de Montfort

Ó São Luís Maria de Montfort, apóstolo ardente da Mãe de Deus, ensinai-nos a amar Jesus com o coração de Maria. Fazei-nos compreender o mistério da consagração total, para que sejamos instrumentos dóceis da vontade divina. Inflamai em nós o amor à cruz, a confiança filial e o zelo missionário. Que, a vosso exemplo, proclamemos com a vida: Totus Tuus! - totalmente vossos, ó Jesus e Maria. Amém.


Neste dia, nós contemplamos o fiel testemunho de Luís que, ao ser crismado, acrescentou ao seu prenome o nome de Maria, devido sua devoção à Virgem Maria, que permeou toda sua vida.

Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, através de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.
São Luís já era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas, e sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele; tanto assim que foi a Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas este não lhe concedeu tal pedido. Na força do Espírito e auxiliado pela Mãe de Deus, que nunca o abandonara, São Luís evangelizou e combateu na França os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor.
São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”,
que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, “Sou todo teu, ó Maria”.o

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!




Autor do Livro

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São Luís Maria Grignion de Montfort o missionário do Santo Rosário que leva o cristão a confiar em Maria para nós levar a  Jesus.

Segundo dos 18 filhos do advogado João Batista e de Joana Roberto de la Vizeule, Luís Grignion nasceu em 3 de janeiro de 1673, em Montfort-la-Cane (hoje Montfort-sur-Meu), na Bretanha. Por devoção a Nossa Senhora, no crisma acrescentou ao seu nome o de Maria.
Luís herdou do pai um temperamento colérico e arrebatado, e dirá depois que "custava-lhe mais vencer sua veemência e a paixão da cólera que todas as demais juntas". Mas conseguiu-o tão bem, que um sacerdote seu companheiro, nos últimos anos de sua vida, atesta que: "Realizou esforços incríveis para vencer sua natural veemência; e o conseguiu, e adquiriu a encantadora virtude da doçura" [1], que atraía tanto as multidões.
O pequeno Luís Grignion de Montfort sentia também muito pendor pela solidão, sendo comum retirar-se a um canto da casa para entregar-se à oração diante de uma imagem da Virgem, rezando principalmente o Rosário.
Em 1684 os pais o enviaram a estudar humanidades como externo no Colégio Tomás Becket, dos jesuítas de Rennes. Ali passará ele oito anos, com muito bom aproveitamento.
Todos os dias, antes de ir para o colégio, ele passava em alguma igreja para fazer uma visita ao Santíssimo Sacramento e a alguma imagem de Nossa Senhora. Muitas vezes, antes de voltar para casa, fazia o mesmo.

Amor pelos pobres e vocação sacerdotal

Cresceu nele um desejo inato de ajudar o próximo. Como diz um seu biógrafo, "seu bom coração, cheio de misericórdia e de compaixão para com o próximo, o levava a ocupar-se em amparar os escolares pobres que estudavam com ele no colégio. Não os podendo socorrer com seus próprios recursos, ia solicitar para eles esmolas junto às pessoas caridosas" [2].
Foi isso que o levou a frequentar um grupo de jovens reunidos por um sacerdote, o Padre Bellier, aos quais este fazia palestras sobre temas piedosos, e os enviava depois aos hospitais para consolar e instruir os pobres. Era junto destes que o adolescente Luís passava parte de seus dias de folga.
Concluídos os estudos, decidiu tornar-se sacerdote, dirigindo-se então a Paris. Fez a longa viagem a pé, pedindo de esmola alojamento e comida.
Uma benfeitora obteve para ele que entrasse no célebre seminário de Saint Sulpice. Depois de muitas vicissitudes, foi ordenado sacerdote em 1700.

Intensa luta contra os jansenistas

Durante cinco anos não contínuos, o Padre de Montfort ― como era conhecido ― trabalhou na diocese de Poitiers, seja como capelão do Hospital Geral, seja pregando missões nos arrabaldes da cidade, combatendo as blasfêmias, canções obscenas e embriaguezes. No Hospital Geral veio-lhe a ideia de formar uma associação de donzelas, que "dedicou à Sabedoria do Verbo Encarnado, para confundir a falsa sabedoria das pessoas do mundo e estabelecer entre elas a loucura do Evangelho" Selecionou para isso 12 das jovens pobres mais fervorosas, elegendo como sua superiora uma cega. Mais tarde associou a esse grupo duas jovens da boa burguesia, a futura beata Maria Luísa Trichet e Catarina Brunet. "A sabedoria que preconiza Montfort se inspira, de um lado, na segunda carta de São Paulo aos Coríntios: a cruz, escândalo e loucura para tantos sábios, mas sabedoria de Deus, misteriosa e escondida" .

Entretanto os infeccionados pela heresia jansenista ― essa espécie de protestantismo disfarçado ―, junto com os livres pensadores, começaram uma campanha de calúnia contra esse missionário "extravagante", que pregava uma "devoção exagerada" à Mãe de Deus. Ele precisou dissolver sua associação da Sabedoria e retirar-se do Hospital, apesar dos protestos veementes dos pobres e dos enfermos.
O Padre de Montfort aproveitou essa ocasião para fazer uma peregrinação a Roma. Na Cidade Eterna, pô-se à disposição do Sumo Pontífice para trabalhar pela salvação das almas em qualquer parte onde este o quisesse enviar. Clemente XI julgou que o missionário seria mais útil em sua própria pátria, ensinando a doutrina cristã às crianças e ao povo e fazendo reflorescer o espírito do cristianismo pela renovação das promessas do batismo. O Papa nomeou-o Missionário Apostólico. Mas estava ele sob a dependência dos bispos, muitos dos quais de tendência jansenista.

Missionário Apostólico em Nantes

Voltando à França, passou a trabalhar com o Padre Leuduger, que tinha um grupo de missionários dedicados totalmente à evangelização do campo. Foi uma nova experiência para o Padre Montfort, pois constatou a importância do canto e das grandes procissões nos esforços missionários. Ele escreverá várias dezenas de cantos populares, cujas letras se adaptavam a melodias profanas, muito em voga então.
Seis meses depois, vemo-lo em sua cidade natal, evangelizando a região, tendo associado a si dois leigos, um dos quais será o Irmão Maturin Rangeard, que continuará por 55 anos evangelizando como missionário leigo.
Mas esta atividade foi também proibida a Luís Grignion pelo bispo de Saint Malo, por influência dos jansenistas.
Em Nantes ele obteve o cargo de director das missões de toda a diocese, tendo ali trabalhado durante dois anos. Dessa época temos o seguinte depoimento de um seu contemporâneo: "O que mais se destacava nele era um dom e uma graça singular para ganhar os corações. Tendo-o ouvido, punha-se nele toda confiança. [...] A confiança pronta e fácil que as pessoas tinham nele era tão grande, que conseguiu estabelecer em várias paróquias as orações da noite, o rosário e a sepultura nos cemitérios [contra o costume de se enterrar nas igrejas]; o que não se tinha podido conseguir, [...] ele o conseguiu na primeira proposta que fez" .

A construção do Calvário de Pontchâteau

Numa missão em Pontchâteau, o Padre de Montfort entusiasmou-se com a ideia de erigir um grande calvário em uma colina próxima, e seu entusiasmo contagiou o povo. Durante 15 meses, de 400 a 500 pessoas de todas as idades e condições sociais trabalharam diariamente para aplainar o terreno e montar o calvário. O Padre de Montfort estava exultante. Tinha já conseguido do bispo de Nantes a autorização para benzê-lo, e estava tudo preparado para o dia 14 de setembro, festa da Exaltação da Santa Cruz. Mas, à véspera desse dia, chegou uma proibição formal do bispo de se proceder à cerimônia. O assunto levantou polêmica e chegou até Versalhes, onde, mal informado, o rei Luís XIV ordenou que demolissem aquilo que lhe apresentavam como uma fortaleza facilmente conquistável pelo inimigo vindo do mar...
Em seguida veio a proibição de pregar naquela diocese.
Por sua devoção ao Rosário, o Padre de Montfort entrou para a Ordem Terceira de São Domingos, querendo pertencer a uma Ordem que honrava de maneira tão especial a Santíssima Virgem.
Recusado e até expulso de várias dioceses ― uma vez lhe foi interditado até celebrar, tendo ele que partir imediatamente para chegar em tempo à diocese vizinha, a fim de rezar a Missa na festa da Assunção ―, soube o missionário que seria bem recebido nas dioceses de Luçon e de La Rochelle, cujos bispos eram meritoriamente anti-jansenistas.
Essas duas dioceses compreendiam uma parte da região da Vandeia, que mais tarde, em 1793, levantar-se-ia contra a sangrenta e atéia Revolução Francesa. Foi na Vandeia que o Padre de Montfort trabalhou durante os últimos cinco anos de sua vida, implantando naquelas populações uma sólida formação católica. Esta foi, décadas mais tarde, um decisivo fator para a gloriosa e épica Guerra da Vandeia, contra os ímpios revolucionários de 1789.

Carta Circular aos Amigos da Cruz

Nessa região, após as missões, fundava ele associações sob o nome de Irmãos e Irmãs da Cruz, para quem escreveu sua belíssima Carta Circular aos Amigos da Cruz.
Na cidade de La Rochelle, onde ainda pairavam os erros dos calvinistas, ele pregou sucessivamente para pobres, soldados, mulheres e homens. Operou várias conversões, principalmente pelo ministério da confissão, inclusive a de uma dama de qualidade que fez sua retratação pública, para edificação dos católicos e horror dos protestantes.
Em 1714 ergueu os alicerces da futura congregação de missionários, a Companhia de Maria.
O Padre Grignion de Montfort pregava uma missão em Saint Laurent-sur-Sèvre, quando foi acometido por uma pleurisia que o levou ao túmulo, no dia 28 de abril de 1716.

São Luís Grignion e a Contra-Revolução

São Luís Maria Grignion de Montfort pode ser considerado um apóstolo da Contra-Revolução. Seus livros e escritos inspiraram grandes vultos católicos no século XX, sobressaindo entre eles o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, grande devoto do admirável doutor mariano e especial difusor de sua doutrina.
O livro Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem orientou e conduziu no caminho da perfeição muitas almas em todo o mundo. "A originalidade maior de Montfort consiste, provavelmente, em ter descoberto Maria como garantia de fidelidade, no sentido de levar o cristão a libertar-se do apego imperceptível que se esconde em suas melhores ações. Desapego que consiste, provavelmente, na essência mesma da consagração em forma de escravidão"
Plínio Maria Solime





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