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Title: Nossa Senhora do Bom Sucesso, profecias para os nossos dias 2l/03/2026
Author: Já É!
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  Nossa Senhora do Bom Sucesso, profecias para os nossos dias   "Saiba ainda que a Justiça Divina costuma descarregar castigos t...

 

Nossa Senhora do Bom Sucesso, profecias para os nossos dias

 



"Saiba ainda que a Justiça Divina costuma descarregar castigos terríveis sobre nações inteiras, não tanto pelos pecados do povo quanto pelos dos Sacerdotes e religiosos, porque estes últimos são chamados, pela perfeição de seu estado, a ser o sal da Terra, os mestres da verdade e os pára-raios da Ira Divina".

Roosevelt Maria de Castro

Plinio Maria Solimeo

No final do séc. XVI e no séc. XVII, Nossa Senhora previu, mediante uma série de aparições e revelações ocorridas no Equador, catástrofes espirituais e materiais para o nosso século XX, que chega ao seu fim…

Francisco del Castilho estava atônito. Viera dar a última demão à imagem que esculpira e não só a encontrara terminada, mas transformada até nos entalhes.

“Madres! esta imagem não é obra minha, mas angélica”, exclamou tomado de temor reverencial. Madre Mariana de Jesus Torres e suas monjas sabiam que isto era verdade.

A imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que o hábil escultor iniciara, fora milagrosamente terminada por Anjos que entoavam o hino Salve Sancta Parens, ouvido por toda a Comunidade…

Não era a primeira vez que Mariana de Jesus Torres y Berriochoa, uma das sete espanholas fundadoras do Monastério Real de la Limpia Concepción, em Quito, deparava-se com um fato
dessa natureza.

Sua vida, desde os 13 anos de idade, não tinha sido senão um contacto contínuo com o sobrenatural. As aparições de Nosso Senhor, de Sua Santa Mãe, de Santos e de demônios, eram-lhe freqüentes. A essa filha de Santa Beatriz Silva foi desvendado o futuro como a poucos.

E as revelações que lhe foram feitas, sobretudo as concernentes aos nossos dias, impressionam pela precisão, riqueza de detalhes e semelhança com as
de Fátima.

“Sou Maria do Bom Sucesso, Rainha do Céu e da Terra”

Foi a 2 de fevereiro de 1594 que a Santíssima Virgem apareceu pela primeira vez à então Priora das Concepcionistas na capital equatoriana. Comemora-se, pois, a 2 de fevereiro a festa litúrgica dessa admirável invocação mariana.

Madre Mariana, com a fronte em terra, com lágrimas e suspiros, suplicava à Divina Majestade remédio para os muitos males que afligiam aquela colônia e seu convento.

Ouviu então uma voz celestial que a chamava pelo nome. Viu à sua frente Nossa Senhora refulgindo em meio a imensa claridade. Trazia o Menino Jesus no braço esquerdo, e um báculo de ouro na
mão direita.

-“Sou Maria do Bom Sucesso, Rainha dos Céus e da Terra”, declarou-lhe a Mãe de Deus. “Tuas orações, lágrimas e penitências são muito agradáveis a nosso Pai celestial. Quero que fortaleças teu coração e que o sofrimento não te abata.

Tua vida será longa para glória de Deus e de sua Mãe, que te fala. Meu Filho Santíssimo te presenteia com a dor em todas as suas formas. E, para infundir-te o valor que necessitas, toma-O de meus braços nos teus”.

Ao tomar o Menino Jesus nos braços, sentiu um desejo maior de sofrer e de se consumir como vítima para aplacar a Justiça Divina, se possível, até o fim do mundo.

Na seguinte aparição, em 16 de janeiro de 1599, Nossa Senhora deu-lhe conhecimento de vários fatos futuros. E declarou a Madre Mariana de Jesus:

“É vontade de meu Filho Santíssimo que tu mandes executar uma estátua minha tal qual me vês, e a coloques sobre a cátedra da Priora para que daí governe meu Mosteiro.

Que os mortais entendam que Eu sou poderosa para aplacar a Justiça Divina e alcançar piedade e perdão a toda alma pecadora que a mim recorra com coração contrito. Porque eu sou a Mãe de Misericórdia, e em mim não há senão bondade e amor”.

Durante os anos seguintes, Madre Mariana sofreu um terrível calvário e foi só a 5 de fevereiro de 1610 que o escultor foi chamado.

Francisco del Castilho, espanhol de nobre linhagem, vivia santamente em Quito com a esposa e três filhos. Recebeu a encomenda como uma graça do Céu. E a 9 de janeiro seguinte declarou que a imagem estava praticamente pronta.

Faltava a última demão de pintura. Ele iria procurar as melhores tintas existentes na Colônia, e voltaria no dia 16 para concluir o trabalho.

São Francisco e os três Arcanjos refazem a Imagem inacabada

Na madrugada desse dia, quando as religiosas se dirigiram ao Coro para rezar o Ofício, encontraram-no todo iluminado por luz sobrenatural, e ouviram vozes angélicas que cantavam o “Salve
Sancta Parens”.

Da Imagem inacabada saíam raios vivíssimos. A pintura-base aplicada por Del Castilho caía ao solo junto com aparas de madeira, os traços da Imagem tornavam-se mais suaves e sua fisionomia
mais celeste.

Mas somente Madre Mariana via que, como pedira, São Francisco e os três Arcanjos refaziam a Imagem.

Francisco del Castilho não se limitou a dizer que a Imagem não era obra sua, mas de Anjos. Lavrou um documento no qual repetia tal afirmação sob juramento, declarando ainda que a encontrara terminada de maneira diferente da que deixara. Entregou o documento às religiosas para perpetuar a prova do milagre (1).

Nossa Senhora do Bom Sucesso profetiza sobre os séculos XIX
e XX

Madre Mariana contou pessoalmente os detalhes do ocorrido ao Bispo de Quito. E acrescentou algo que nos diz muito respeito: o sucedido, bem como sua vida, só seriam revelados no século XX, por causa da “muita decadência da fé” (II, 41) e do papel que deveria ter então essa invocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

– “É vontade de Deus reservar esta invocação e tua vida”, dissera-lhe Nossa Senhora em outra ocasião, “para aquele século, quando a corrupção de costumes será quase geral e a luz preciosa da Fé estará quase extinta” (II, 193) (2).

E, em uma aparição de Nossa Senhora a 8 de dezembro de 1634, a Rainha do Céu e da Terra assim profetizou a Madre Mariana:

“O meu culto sob a consoladora invocação do Bom Sucesso… será a sustentação e salvaguarda da Fé na quase total corrupção do século XX” (II, 190).

(Continua…)

*  *  *

Notas:

1) Este documento e outros de altíssimo valor – como a biografia das santas Fundadoras do Mosteiro Real da Limpa Concepção, de Quito, que constituem o chamado Cuadernón, e a autobiografia de Madre Mariana de Jesus – foram guardados em orifício de uma das paredes do mencionado convento durante a guerra da Independência, e que ninguém mais soube identificar.

A santa Abadessa revelou às suas filhas o futuro desaparecimento desse tesouro, e que somente com muita oração e sacrifício poderiam as monjas posteriores obter de Deus a graça de reencontrá-lo, o que até hoje não se deu.

2) O presente artigo baseou-se na obra Vida Admirable de la Rda. Madre Mariana de Jesús Torres, española y una de las fundadoras del Monasterio real de La Limpia Concepción en la Ciudad de Quito, escrita em torno de 1790 por Frei Manuel Sousa Pereira, O.F.M., em dois tomos.

Este autor era português, militar, de família ilustre por seu sangue e por sua posição sócio-econômica. Deveu sua conversão à leitura de uma vida de Madre Mariana de Jesus. Entrou para a Ordem dos franciscanos em sua terra natal.

Foi ordenado sacerdote na Espanha, em 1777. Pouco tempo depois, foi mandado para Quito, onde tornou-se confessor de diversas concepcionistas.

Ele, por sua vez, para escrever essa biografia, teve em suas mãos o Cuadernón, ainda não desaparecido, e muitos outros documentos fidedignos. Nas citações, o número romano refere-se ao Tomo, e o arábico, à página.


No final do séc. XVI e no séc. XVII, Nossa Senhora previu, mediante uma série de aparições e revelações ocorridas no Equador, catástrofes espirituais e materiais para o nosso século XX, que chega ao seu fim…

Profecias já realizadas:

Para se avaliar a credibilidade de previsões feitas por uma pessoa, abarcando épocas diferentes, é de boa lei considerar se algumas já se cumpriram e de que modo.

No caso de Madre Mariana de Jesus Torres, é historicamente comprovado que a maior parte das revelações que Nossa Senhora lhe fez se cumpriram.

E com tanta exatidão, que não seria prudente pôr em dúvida o que ainda está por se realizar.

— Independência do Equador:

Entre essas várias revelações, citamos a da aparição de 16 de janeiro de 1599:

“A pátria em que vives deixará de ser Colônia e será República livre, conhecida pelo nome de Equador. Então necessitará de almas heroicas para sustentar-se através de tantas calamidades públicas e privadas” (I, 67).

— “Presidente verdadeiramente cristão” que receberá a palma do martírio:

Mais de uma vez a Virgem profetiza a vinda do heroico Presidente equatoriano Garcia Moreno e de seu martírio, em termos muito elogiosos. Na mesma aparição afirmou:

“No século XIX haverá um presidente verdadeiramente cristão, varão de caráter, a quem Deus Nosso Senhor dará a palma do martírio na praça onde está este meu convento.

Ele consagrará a República ao Divino Coração de meu Filho Santíssimo e esta consagração sustentará a Religião Católica nos anos posteriores, os quais serão aziagos para a Igreja” (Id).

— Proclamação dos dogmas da Imaculada Conceição e da Assunção de
Nossa Senhora:

Na aparição de 2 de fevereiro de 1634, Nossa Senhora do Bom Sucesso entregou o Menino Jesus a Madre Mariana. Este revelou-lhe:

“O dogma de fé da Imaculada Conceição de Minha Mãe será proclamado quando mais combatida estiver a Igreja e encontrar-se cativo meu Vigário (1).

Do mesmo modo [será proclamado] o Dogma de fé do Trânsito e Assunção em corpo e alma aos Céus de minha Mãe Santíssima” (II, 87).

— O Santo Cura d’Ars:

Na última aparição à sua fiel serva, em 8 de dezembro de 1634, ao falar da decadência do Clero no século XX, Nossa Senhora anunciou também a presença do Cura D’Ars (São João Vianey)
nestes termos:

“Os sacerdotes, a partir do século XIX, deverão amar com toda a alma João Maria Vianney, um servo meu que a Bondade Divina prepara para com ele agraciar aqueles séculos como modelo exemplar do sacerdote abnegado” (II, 191).

— Canonização de Madre Beatriz Silva:

Em seu testamento espiritual, Madre Mariana de Jesus, falando da ligação das Concepcionistas com os Franciscanos, afirma às suas filhas:

“Quem pretender prescindir de Francisco e Beatriz (Fundadora das Concepcionistas) não pertencerá à real e verdadeira Ordem Concepcionista Franciscana.

E, portanto, nem este santo Pai Francisco nem a Santa (sic) Beatriz as reconhecerão por filhas. Esta subirá aos altares no século XX” (II, 220).

* * *

Profecias que se estão cumprindo ou por se cumprir:
a Revolução

Para indicar o agente da crise tão catastrófica que descreve em suas profecias sobre os séculos XIX e XX, Nossa Senhora do Bom Sucesso se refere às heresias em geral e às seitas, ou simplesmente
à seita.

Essas heresias ou seitas teriam poder para estender suas garras desde o recinto sagrado do Templo até o lar, influenciando perniciosamente todos os campos da atividade humana.

— Libertinagem, impureza, corrupção das mulheres e crianças:

“…Extravasarão as paixões e haverá total corrupção dos costumes por quase reinar satanás…, o qual visará principalmente a infância a fim de manter com isto a corrupção geral.

Ai dos meninos desse tempo! Dificilmente receberão o Sacramento do Batismo e o da Confirmação (II, 5).”

A seita, havendo-se apoderado de todas as classes sociais, “possuirá sutileza para introduzir-se nos ambientes domésticos, que perderão as crianças (2).

Nesse tempo infausto mal se encontrará a inocência infantil. Desta forma perder-se-ão as vocações para o sacerdócio e será uma verdadeira calamidade” (II, 135).

— A virgindade praticamente desaparecerá:

“A atmosfera saturada do espírito de impureza que, à maneira de um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos…

Quase não haverá almas virgens no mundo. A delicada flor da virgindade, tímida e ameaçada de completa destruição, luzirá de longe” (II, 135).

— Porta aberta para o divórcio, concubinato, filhos ilegítimos, educação laica…

“Quanto ao Sacramento do Matrimônio, que simboliza a união de Cristo com a Igreja, será atacado e profanado em toda a extensão da palavra…

Impor-se-ão leis iníquas com o objetivo de extinguir esse Sacramento, facilitando a todos viverem mal (3), propagando-se a geração de filhos mal-nascidos, sem a bênção da Igreja. Irá decaindo rapidamente o espírito cristão.

“Apagar-se-á a luz da Fé até se chegar a uma quase total e geral corrupção de costumes. Acrescidos ainda os efeitos da educação laica, isto será motivo para escassearem as vocações sacerdotais e religiosas” (II,6 e 7).

— Dar-se-á pouco valor à Extrema-Unção:

“Nesse tempo o Sacramento da Extrema Unção, posto que faltará nesta pobre Pátria o espírito cristão, será pouco considerado.

Muitas pessoas morrerão sem recebê-lo por descuido das famílias…

— A Sagrada Eucaristia será profanada e calcada aos pés:

“O mesmo sucederá com a Sagrada Comunhão. Mas, ai! quanto sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos de profanação da Sagrada Eucaristia…

Meu Filho Santíssimo ver-Se-á jogado ao chão e pisoteado por pés imundos”.


Notas:

1) Nessa época, com a invasão da Cidade Eterna pelas tropas revolucionárias, Pio IX teve que se refugiar em Gaeta, de 1848 a 1850. O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado em 8 de Dezembro de 1854, em Roma.

Entretanto, sua volta para Roma não significou que o ódio e as maquinações contra o Papa tivessem cessado. Muito pelo contrário (vide Historia de la Iglesia Católica, Bernardino Llorca S.J., Ricardo Garcia Villoslada S.J., vol. IV, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1951).

2) Não parece ser essa uma clara alusão à TV imoral e a seus perniciosos efeitos?

3) A conspurcação do Sacramento do Matrimônio não poderia ter chegado ao seu ápice sem a aprovação, em diversos países, do assim chamado “casamento” homossexual.


No final do séc. XVI e no séc. XVII, Nossa Senhora previu, mediante uma série de aparições e revelações ocorridas no Equador, catástrofes espirituais e materiais para o nosso século XX, que chega ao seu fim…

Heresias, vícios e calamidades dos séculos XIX e XX

Santo Antonio Maria Claret (1807-1870), Fundador dos Claretianos, recebeu também várias revelações extraordinárias do Céu a respeito de diferentes temas.

Algumas delas vão no mesmo sentido das profecias feitas por Nossa Senhora do Bom Sucesso a Madre Mariana de Jesus Torres. Assim, em sua Autobiografia escreve ele:

“No dia 23 de setembro [de 1859], às sete e meia da manhã, disse-me o Senhor: Voarás pela Terra, ou andarás com grande velocidade e pregarás os grandes castigos que se aproximam.

O Senhor me deu a conhecer grandes coisas sobre aquelas palavras do Apocalipse, 8,13: Et vidi et audivi vocem unius aquilae [E olhei, e ouvi a voz duma águia], que voava pelo céu e dizia com grande e alta voz: Ai! ai! ai! dos habitantes da Terra por causa dos três grandes castigos que virão. Estes castigos são:

“1º O protestantismo, comunismo…

“2º Os quatro arquidemônios que promoverão de modo espantoso o amor aos prazeres — o amor ao dinheiro — a independência da razão — a independência da vontade.

“3º As grandes guerras e suas conseqüências”…


“No dia 27 de agosto de 1861, …. o Senhor me fez conhecer os três grandes males que ameaçavam a Espanha e que são: o protestantismo, ou melhor, a descatolicização, a república e
o comunismo.

Para cortar estes três males me deu a conhecer que deviam ser aplicadas três devoções: o Triságio [hino de louvor à Santíssima Trindade], o Santíssimo Sacramento e o Rosário.

“Na festa de São Pedro, (…) conheci que devia tanto pregar como orar a fim de que o Senhor se digne considerar com olhos piedosos e clementes os homens na Terra e os faça tremer, estremecer e se converter” (Escritos Autobiograficos y espirituales, Biblioteca de Autores Cristianos, Madri, 1959, pp. 381, 382 e 384).

Triunfo de Nossa Senhora no século XX

Nas famosas Memorie biografiche del Ven. D. Giovanni Bosco, de autoria do salesiano D. Giovanni Battista Lemoyne (Tipografia S.A.I.D. “Buona Stampa”, Turim, vol. IX, 1917), pode-se ler:

“Enquanto [São João Bosco (1815-1888)] santificava as almas, continuava realizando novos trabalhos para a construção da Igreja de Maria Auxiliadora.

Cada um dos dois campanários, ladeando a fachada, deveria ter acima um Anjo em cobre batido e dourado, de dois metros e meio de altura. Dom Bosco havia dado o desenho deles:

Mais ou menos à direita, um Anjo, conduzindo com a mão esquerda uma bandeira, na qual, batido no metal e com grandes caracteres, está escrito: ‘Lepanto’ [a grande vitória dos católicos contra os maometanos, mediante milagrosa intervenção de Nossa Senhora, em 1571].

Mais ou menos à esquerda, um outro, no ato de oferecer com a mão direita uma coroa de louros à Santíssima Virgem, dominadora, sobre a cúpula.

“Em um primeiro desenho, que nós vimos, também o segundo Anjo levava uma bandeira sobre a qual achava-se a cifra 19.. seguida de dois furos.

Indicava uma nova data, isto é mil novecentos, omitidas a dezena e a unidade dos anos. Colocou-se depois na mão do Anjo uma coroa, conforme foi dito acima.

Mas não nos esquecemos mais daquela data misteriosa, a qual, segundo nossa opinião, indicava um novo triunfo de Nossa Senhora. Que isto apresse e atraia todas as gentes sob o manto de Maria! (Op. cit., p. 583).

E, mais adiante, transcreve relato do próprio São João Bosco:

“Na vigília da Epifania do ano em curso de 1870, desapareceram todos os objetos do quarto e me achei em consideração de coisas sobrenaturais”.

Passa em seguida a descrever os pecados e os castigos para a França e a Itália especificamente, com as seguintes palavras — de advertência e de esperança — que ouvira de Nosso Senhor
nessa ocasião:

“Quero punir a imoralidade, o abandono e o desprezo da Minha Lei, diz o Senhor… Mas vós, ó sacerdotes, por que não correis a chorar entre o vestíbulo e o altar, invocando a suspensão dos flagelos?

Por que não tomais o escudo da fé e não ides em cima dos tetos, nas casas, nas estradas, nas praças, até mesmo nos lugares inacessíveis, levar a semente de Minha palavra?

Ignorais que essa é a terrível espada de duas lâminas que abate os Meus inimigos e que rompe as iras de Deus e dos homens?

“Estas coisas deverão acontecer inexoravelmente uma depois da outra. “As coisas acontecerão muito lentamente. “Mas a Augusta Rainha do Céu está presente.

“O poder do Senhor está nas suas mãos; dispersa como neve os seus inimigos. Reveste o Venerando Ancião de todas as suas antigas vestimentas. “Acontecerá ainda um violento furacão.

A iniqüidade está consumada, o pecado terá fim e, antes que transcorram dois plenilúnios do mês das flores, o arco-iris da paz aparecerá sobre a terra.

“O grande Ministro verá a Esposa do seu Rei vestida para festa.

“Em todo mundo aparecerá um sol tão luminoso como nunca houve, desde as chamas do Cenáculo até hoje, nem se verá até o último dos dias” (Op. cit., pp. , 780, 782 e 783).

Notas:

1) Este documento e outros de altíssimo valor – como a biografia das santas Fundadoras do Mosteiro Real da Limpa Concepção, de Quito, que constituem o chamado Cuadernón, e a autobiografia de Madre Mariana de Jesus – foram guardados em orifício de uma das paredes do mencionado convento durante a guerra da Independência, e que ninguém mais soube identificar.

A santa Abadessa revelou às suas filhas o futuro desaparecimento desse tesouro, e que somente com muita oração e sacrifício poderiam as monjas posteriores obter de Deus a graça de reencontrá-lo, o que até hoje não se deu.

2) O presente artigo baseou-se na obra Vida Admirable de la Rda. Madre Mariana de Jesús Torres, española y una de las fundadoras del Monasterio real de La Limpia Concepción en la Ciudad de Quito, escrita em torno de 1790 por Frei Manuel Sousa Pereira, O.F.M., em dois tomos.

Este autor era português, militar, de família ilustre por seu sangue e por sua posição sócio-econômica. Deveu sua conversão à leitura de uma vida de Madre Mariana de Jesus. Entrou para a Ordem dos franciscanos em sua terra natal.

Foi ordenado sacerdote na Espanha, em 1777. Pouco tempo depois, foi mandado para Quito, onde tornou-se confessor de diversas concepcionistas.

Ele, por sua vez, para escrever essa biografia, teve em suas mãos o Cuadernón, ainda não desaparecido, e muitos outros documentos fidedignos. Nas citações, o número romano refere-se ao Tomo, e o arábico, à página.

Fonte: Revista Catolicismo

 


 

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